Com paralisação de servidores do IBAMA, emissão de multas na Amazônia cai quase 93%

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Com paralisação de servidores do IBAMA, emissão de multas na Amazônia cai quase 93%

Os autos de infração ambiental do IBAMA caíram mais de 92% na primeira quinzena de janeiro em comparação com o mesmo período no ano passado

A paralisação dos servidores ambientais federais já se reflete na fiscalização, uma das principais frentes de ação do IBAMA. Um levantamento divulgado pela Ascema Nacional, associação dos servidores de carreira de meio ambiente da União, mostrou que o número de autos de infração aplicados pelo IBAMA nos primeiros 15 dias de 2024 caiu 92,6% em relação ao mesmo período em 2023. 

De 1o a 15 de janeiro, foram emitidos apenas 11 autos de infração, pouquíssimo quando comparados com os 118 registrados na 1a quinzena de janeiro de 2023. A redução nas multas reflete a diminuição das ações de fiscalização, prejudicadas desde o começo do ano, quando os servidores ambientais iniciaram a paralisação. 

Os servidores exigem do governo federal a definição de um novo plano de carreira, aumento salarial e melhores condições de trabalho. O principal argumento deles é que a carreira não está sendo valorizada, mesmo com a agenda ambiental assumindo um protagonismo político maior na gestão do presidente Lula. 

“Este cenário sublinha a urgência no atendimento das demandas dos servidores e destaca a importância do trabalho desses profissionais na proteção ambiental”, afirmou a Ascema Nacional, citada pela Folha. “Vale ressaltar que, apesar da suspensão das atividades de campo, os servidores continuam atuando ativamente nos processos internos, lidando com uma demanda substancial de instrução de processos e análises nos sistemas dos órgãos”. 

A paralisação dos servidores ambientais também está dificultando a atuação do IBAMA em ações de combate ao garimpo na Terra Indígena Yanomami, em Roraima. Mesmo com a promessa do presidente do órgão, Rodrigo Agostinho, de que as operações de fiscalização não vão parar, o Brasil de Fato destacou um ofício assinado pelo chefe de fiscalização, Hugo Loss, alertando que, dos 87 servidores inscritos para atuar no Grupo de Combate ao Desmatamento da Amazônia (GCDA) e na TI Yanomami, apenas quatro confirmaram sua inscrição. 

A queda significativa nos autos de infração neste começo de ano também foi abordada por Metrópoles, Poder360 e O Globo.

ClimaInfo, 18 de janeiro de 2024.

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