Davos: ministros brasileiros discutem transição energética e impacto da crise climática na saúde

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Davos: ministros brasileiros discutem transição energética e impacto da crise climática na saúde

Marina Silva defende a aceleração da transição energética e cobra liderança dos países desenvolvidos; Nísia Trindade quer saúde como parte da resposta à crise climática.

As ministras Marina Silva (Meio Ambiente e Mudança do Clima) e Nísia Trindade (Saúde) participaram nesta 3ª feira (16/1) de painéis sobre clima no Fórum Econômico Mundial, realizado em Davos, na Suíça. As discussões giraram em torno da necessidade de intensificar a transição para fontes energéticas renováveis e a integração da saúde como parte dos esforços de mitigação e adaptação climática pelos países.

A urgência da transição energética foi destacada por Marina Silva, à luz dos recordes globais recentes de calor e das discussões em torno do abandono dos combustíveis fósseis na Conferência do Clima de Dubai (COP28), realizada no final do ano passado. “Mesmo que a gente faça todo o dever de casa, vamos viver os impactos da mudança climática que já ocorreram pelo menos nas três próximas décadas”, disse.

Nesse sentido, a ministra do Meio Ambiente ressaltou a necessidade dos países desenvolvidos encabeçarem esse processo, se afastando das fontes fósseis de energia. “A partir da COP28, temos uma decisão corajosa de colocar na agenda a transição para o fim do uso dos combustíveis fósseis. Isso significa colocar o pé no acelerador das energias renováveis, que terão que ser triplicadas”.

Marina também lembrou a redução de mais de 50% na taxa de desmatamento na Amazônia em 2023, depois de anos de sucessivas altas, e defendeu uma nova abordagem econômica para viabilizar a geração de renda com a floresta em pé. “Para fazer diferente, é preciso em primeiro lugar respeitar o saber milenar dos seus Povos, seus conhecimentos tradicionais associados aos recursos naturais e aprender com a própria natureza”. Correio Braziliense, Poder360 e Valor repercutiram essas falas. 

Já Nísia Trindade pontuou que a saúde precisa ser considerada como elemento importante na resposta dos governos à crise climática. “Nossa compreensão é que a saúde precisa participar do esforço de mitigação e adaptação e que ela tem um papel muito forte para a transformação para um novo modelo”, afirmou a ministra da Saúde, citada por Poder360 e Valor.

Por falar em saúde, o bilionário Bill Gates argumentou na Bloomberg que os governos ainda negligenciam os impactos da crise climática na saúde pública, o que pode ter efeitos perigosos especialmente em países que sofrem com a falta de acesso a esse direito básico.

“A saúde global está um pouco fora do radar neste momento. Nos próximos dez anos, onde o dinheiro será tão limitado, se quisermos nos preocupar com o impacto climático, os gastos com saúde deverão aumentar, e não diminuir”, disse o fundador da Microsoft.

Gates também participou de uma reunião com Marina Silva em Davos. De acordo com a ministra, o bilionário está interessado nos planos do Brasil para a Conferência do Clima de Belém (COP30), que acontecerá no ano que vem, e planeja visitar o país antes do evento para discutir projetos de proteção ambiental e ação climática. Folha e Valor deram mais detalhes.

ClimaInfo, 17 de janeiro de 2024.

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