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A viúva afirma que o sargento dedicou uma vida inteira para a corporação e que ficou sem nenhuma assistência quando mais precisou

“Você dedicou sua vida, uma vida inteira à Polícia Militar do Distrito Federal. E o que fizeram com você quando você mais precisou? Deixaram você sem nenhuma assistência, deixaram você trabalhar doente. Acharam que transferir você para outro batalhão seria a solução”, diz. 

A viúva do sargento disse também que não recebeu nenhuma ligação da corporação depois do ocorrido. 

Em nota, a Polícia Militar afirmou que “a afirmação de que a família não recebeu apoio da corporação está equivocada”. De acordo com o texto, oficiais estiveram no local do acidente e que os familiares do sargento foram “prontamente atendidos”.

Além disso, a corporação disse que um veículo de emergência médica do Corpo de Bombeiros foi solicitada “diante da comoção e necessidade de apoio emocional”. “O apoio à família continuará sendo oferecido, abrangendo assistência psicológica, social, orientações administrativas e legais”, diz a PM.

Viúva diz que ‘todos sabiam’ que sargento estava doente

Publicação da viúva do sargento da PMDF Paulo Pereira Souza que morreu após atirar em colega da corporação — Foto: Reprodução/redes sociais

Em entrevista à TV Globo, a viúva do sargento contou que no batalhão onde o marido trabalhava, todos sabiam que ele estava doente. Ela afirma ainda que ele ficou sem assistência. 

O sargento Paulo Pereira de Souza trabalhou durante 23 anos na corporação. A Polícia Civil investiga se o policial estava com problemas de saúde mental.

Tiros dentro da viatura

Soldado Yago Monteiro, da PMDF, morreu após ser atingido por tiro disparado por colega, dentro de viatura — Foto: Reprodução/TV Globo

O sargento Paulo Pereira de Souza atirou no colega de trabalho Yago Monteiro dentro de uma viatura da PMDF na manhã de domingo (14), no Recanto das Emas. Depois, Souza atirou em si mesmo e morreu no local.

Yago Monteiro foi levado para o Hospital Regional de Taguatinga (HRT), mas não resistiu.

Um terceiro soldado estava dentro do carro e foi atingido por estilhaços do para-brisa quebrado por conta do disparo. Diogo Carneiro dos Santos foi atendido na UPA do Recanto das Emas e liberado.

O que diz a PMDF

“É importante esclarecer que a afirmação de que a família não recebeu apoio da Corporação está equivocada. O comandante do 27º BPM, e o comandante em exercício do 6º CPR, estiveram no local do incidente, coordenando a preservação do local e acompanhando o trabalho da perícia. Os familiares do sargento Paulo, incluindo sua esposa, filha, sobrinho e outra pessoa que estava prestando auxílio, foram prontamente atendidos.

Diante da comoção e necessidade de apoio emocional, foi solicitada uma viatura de emergência médica do Corpo de Bombeiros Militar, permanecendo à disposição da família. Além disso, o Centro de Assistência Psicológica e Social da Polícia Militar foi acionado, contando com a presença de duas Policiais Militares especializadas em acolhimento em situações críticas.

O Comandante registrou o contato do sobrinho do sargento Paulo, como ponto focal para informações, orientações e apoio necessários à família. Desde então, múltiplos contatos foram estabelecidos para atender às demandas da família, incluindo apoio no funeral realizado em Palmas.

Ressaltamos que, mesmo não sendo associado a entidades específicas, a família do sargento Paulo recebeu suporte integral do Caps. O comandante designou um oficial para acompanhar a situação de cada família envolvida, mantendo contato para garantir o bem-estar e atendendo às necessidades apresentadas.

O apoio à família continuará sendo oferecido, abrangendo assistência psicológica, social, orientações administrativas e legais. A corporação reitera seu compromisso em prestar suporte integral em situações tão sensíveis, buscando sempre melhorar os processos de amparo aos seus membros e familiares. Estamos à disposição para quaisquer esclarecimentos adicionais”.

Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.

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