2023, ano mais quente já registrado pela ciência e mais

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2023, ano mais quente já registrado pela ciência e mais

Olá!

Ufa. Chegamos ao final de 2023, um ano que ficará na história – infelizmente, na maior parte, pelos aspectos negativos.

Impulsionado pelo El Niño e por uma crise climática que não dá trégua, 2023 fechará como o ano mais quente já registrado pela ciência. A intensificação de eventos extremos, como tempestades e ondas de calor, causou destruição e mortes aqui no Brasil e ao redor do mundo. Cenários que os modelos climáticos apontavam para ocorrer ao final desta década estão se antecipando para além das condições de adaptação da humanidade.

A ciência é cada vez mais contundente: estamos nos aproximando de perigosos pontos de inflexão climática, acelerados pela persistência de uma trajetória de crescimento das emissões de gases de efeito estufa. Mesmo com os avanços das fontes renováveis de energia, ainda estamos sob uma economia altamente dependente de combustíveis fósseis.

A resposta política à crise climática não acompanha a contundência científica. Como a COP28 de Dubai nos mostrou, os interesses da indústria dos combustíveis fósseis e dos países que concentram o fornecimento de energia suja seguem fortes. Os países mais pobres e vulneráveis continuam na fila da esmola dos países mais ricos para conseguir sobreviver à crise climática em meio a um financiamento climático muito, mas muito aquém do necessário. 

Não há como suavizar a gravidade do momento. Mas também não podemos nos entregar ao cinismo das profecias autorrealizáveis. É isso que a turma fóssil, apoiada por seus fantoches na política, na mídia e nas redes sociais, mais quer: que aceitemos a intensificação da crise climática como inevitável, bem como a persistência dos combustíveis fósseis.

Pois bem: enquanto tem bambu, tem flecha. Seguiremos aqui lutando para desmanchar essas artimanhas e defender o caminho da ação climática, pautada por uma transição justa e equitativa, sem deixar ninguém para trás.

Vamos descansar um pouco para entrarmos em 2024 com toda a força. Esta newsletter volta no dia 15 de janeiro. 

Boas Festas e Feliz Ano Novo!

ClimaInfo, 20 de dezembro de 2023.

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