Ex-secretário vai responder por lavagem de dinheiro após PF encontrar R$ 3,6 milhões dentro de bolsas e caixas

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Ex-secretário vai responder por lavagem de dinheiro após PF encontrar R$ 3,6 milhões dentro de bolsas e caixas

O advogado Maurício Haeffner, que faz a defesa de Edmilson, disse que não vai se manifestar sobre o caso. O g1 tenta contato com a defesa dos outros dois citados.

PF encontra mochilas cheias de dinheiro em operação que investiga contratos da educação

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As investigações apontaram indícios de lavagem de dinheiro relacionado aos R$ 3,6 milhões e aproximadamente quatro quilos de ouro encontrados no apartamento. A PF acredita que o dinheiro seja fruto de corrupção.

Grande quantidade de dinheiro foi apreendida pela Polícia Federal — Foto: PF/Divulgação

“O dinheiro apreendido e as joias não possuem origem lícita, pelo contrário, há fortes indícios de que seja fruto da continuidade delitiva de corrupção de agentes públicos, perpetrada pelos investigados na administração púbica municipal, portanto, passível de demonstrar materialidade do delito”, diz trecho do documento.

Também foi constatada ocultação de patrimônio em relação à locação do próprio apartamento, que estava no nome de Marco Antônio, mas seria pago pelo ex-secretário.

A polícia também aponta que Edmilson usava as contas do primo e de Ernando Laguna para fazer transferências bancárias. Em uma das ocasiões o ex-secretário teria determinado a transferência e saque de aproximadamente R$ 190 mil.

O relatório diz que Ernando chegou à sede da PF para prestar depoimento usando um carro que está no nome do ex-secretário. Além disso, foram encontradas digitais dele nos pacotes de dinheiro apreendidos. Por isso, ele é apontado como operador do suposto esquema.

Compra de terreno

Outros indícios de lavagem de dinheiro estão relacionados à compra de um terreno de mil metros quadrados na região sul de Palmas. Segundo a investigação, Edmilson supostamente usou o primo, que afirmou ter renda mensal de R$ 2 mil, para comprar o imóvel por R$ 500 mil.

Essa compra, conforme a investigação, aconteceu apenas três dias antes do próprio secretário assinar um decreto aprovando a construção de um loteamento na região.

A compra foi feita no dia 20 de junho de 2023 e o decreto foi assinado no dia 23 do mesmo mês pela prefeita Cinthia Ribeiro (PSDB), pelo secretário da Casa Civil e por Edmilson Vieira das Virgens, então secretário de Desenvolvimento Urbano e Serviços Regionais. O g1 e a TV Anhanguera solicitaram um posicionamento da Prefeitura de Palmas e aguardam retorno.

“Foram estas as diligências realizadas no bojo do inquérito policial e que permitiram amealhar elementos robustos de autoria e materialidade de pelo menos quatro atos distintos de lavagem de dinheiro e que envolvem os investigados supracitados e que serão, a partir deste relatório, tratados nos autos como Indiciados, pelos motivos a seguir”, diz trecho do documento.

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