Colômbia adere ao Tratado de Não Proliferação dos Combustíveis Fósseis 

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Colômbia adere ao Tratado de Não Proliferação dos Combustíveis Fósseis 

Assim como ocorreu na Cúpula da Amazônia, presidente da Colômbia, Gustavo Petro, opõe-se a Lula e anuncia adesão do país ao fim dos combustíveis fósseis.

Enquanto Lula confirmava a entrada do Brasil na OPEP+, Petro anunciou no sábado (2/12) a adesão de seu país à Iniciativa pelo Tratado de Não Proliferação de Combustíveis Fósseis, informam Guardian, Newsbook, Folha e Capital Reset. A iniciativa reúne outros nove países em defesa da eliminação de fontes fósseis de energia, as principais causadoras da crise climática.

“Alguns podem perguntar: por que o presidente deste país [a Colômbia] iria querer cometer suicídio com uma economia que depende de combustíveis fósseis? Estando aqui, tentamos impedir um suicídio, a morte de tudo o que está vivo, de tudo o que existe. Isto não é suicídio econômico. Estamos evitando o ‘omnicídio’ do mundo, do planeta Terra. Não há outra fórmula, não há outro caminho. Todo o resto é uma ilusão”, disse Petro.

E completou: “Parece fácil, mas vemos como ao redor de petróleo e gás há um poderosíssimo interesse econômico, o mais poderoso do capitalismo. E este atua para frear as mudanças. Para estender, aí sim de maneira suicida, os anos mais que podem acumular de capital. Muitos se perguntam: por que um país petroleiro recebe a COP28?”

Petro disse ainda que o país decidiu não assinar novos contratos de exploração de combustíveis fósseis, relatam Carta Capital, Brasil 247 e TN Online. “Não significa que ficaremos sem petróleo, carvão e gás; já existem combustíveis em exploração e há muitos contratos em vigor. O que não queremos é que eles se expandam ainda mais”, explicou Petro.

A Colômbia se tornou o primeiro país latino-americano a se juntar formalmente ao bloco dos que se comprometem com a ideia de colocar um ponto final no uso dos combustíveis fósseis. É ainda uma turma com uma dezena de países pequenos, mas que se une a um movimento com 2 mil organizações da sociedade civil e mais de 3 mil cientistas que apoiam a ideia de não se abrir novas frentes de exploração, destaca Daniela Chiaretti.

Em tempo: Os Estados Unidos anunciaram no sábado (2/12) na COP28 novas metas para reduzir as emissões de metano. A expectativa é reduzir estas emissões em 80% nos próximos 15 anos em relação ao que seria emitido sem a regra, explicam o NYTimes e o Guardian. No mesmo dia, o Sultan Al-Jaber, presidente da conferência e da petroleira ADNOC, também anunciou que 50 petroleiras que representam quase metade da produção mundial se comprometeram a atingir emissões quase nulas de metano e a acabar com a queima rotineira nas suas operações até 2030. O anúncio, porém, destaca a Al Jazeera, foi considerado uma “cortina de fumaça”, já que as maiores emissões dessas companhias vêm da queima dos combustíveis fósseis que elas produzem e comercializam.

ClimaInfo, 4 de dezembro de 2023.

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