Militares suspeitos de envolvimento na morte de músico têm salários de R$ 5 mil a R$ 9 mil

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Militares suspeitos de envolvimento na morte de músico têm salários de R$ 5 mil a R$ 9 mil

Eles integram a equipe do 7º Batalhão da Polícia Militar (7º BPM) de Guaraí, na região centro-norte do estado.

Leonardo Lemos é concursado desde 2007 na corporação e que tem a maior remuneração, acima de R$ 9 mil. Já os soldados Maycon Douglas e José Marcos entraram no último concurso realizado pela Polícia Militar (PM) fazem parte do quadro desde março de 2022, com o piso de pouco mais de R$ 5,5 mil.

A Polícia Civil cumpriu mandados de prisão contra o trio na manhã desta sexta-feira (1º). Entre as denúncias está a suspeita de eles terem abandonado o corpo de Joan na rodovia. Eles estão presos na unidade policial de Guaraí.

Joan Braga dos Reis teria sido morto por policiais — Foto: Arquivo Pessoal

Além disso, detalhou que o sistema de monitoramento da viatura usada pelos policiais no dia do crime e câmeras de segurança instaladas na cidade mostraram que o veículo fez o mesmo trajeto até o local onde o corpo de Joan foi encontrado cinco dias depois de sumir, já em estado de decomposição. Testemunhas também relataram que viram a vítima dentro da viatura.

O advogado Paulo Roberto da Silva, que representa os militares, afirmou que não teve acesso aos autos, mas que vai comprovar que eles não têm envolvimento com as mortes.

Sede do 7º BPM em Guaraí — Foto: Ascom 7º BPM/Divulgação

Crime

Segundo a investigação policial, Joan saiu de Luzimangues, distrito de Porto Nacional, para visitar a família em Centenário. Quando ele estava em Guaraí teve um surto psicótico causado por sequelas de um acidente que tinha sofrido. Ele não tinha passagens pela polícia.

O músico foi visto vagando pela cidade entrando em carros que encontrava abertos. Ele teria provocado pequenos estragos em um dos veículos enquanto tentava ligá-lo e foi abordado por PM aposentado que acionou os policiais do 7º Batalhão da Polícia Militar de Guaraí, onde os suspeitos são lotados. Depois disso, Joan não foi mais visto.

Os militares vão responder por homicídio doloso qualificado, ocultação de cadáver e fraude processual.

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