COP28: 2023 bate recordes e é o ano mais quente da história, alerta agência da ONU

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COP28: 2023 bate recordes e é o ano mais quente da história, alerta agência da ONU

A Organização Meteorológica Mundial (OMM) confirmou que 2023 fechará como sendo o ano mais quente já registrado, com temperatura média 1,4ºC acima dos níveis pré-industriais.

Mais um puxão de orelha: uma análise preliminar da OMM indicou que a temperatura média da Terra nos dez primeiros meses de 2023 já asseguram o recorde histórico como o ano mais quente já registrado. Os dados até outubro indicam que a média global de temperatura ficou cerca de 1,4ºC acima da linha de base pré-industrial de 1850-1900.

Os dados foram anunciados nesta 5ª feira (30/11) no 1o dia da Conferência do Clima de Dubai (COP28). A ocasião não poderia ser mais pertinente: além do recorde histórico praticamente assegurado, a OMM também afirmou que os últimos nove anos, de 2015 a 2023 – que abrange o período após a aprovação do Acordo de Paris – foram os mais quentes já registrados.

“A situação do clima global em 2023 é nítida e clara: as coisas estão acontecendo tão rápido que, um mês antes do final do ano, já podemos declarar que 2023 é o mais quente já registrado na história da humanidade”, afirmou o secretário-geral da ONU, António Guterres. “Estamos a viver um colapso climático em tempo real – e o impacto é devastador”.

Em parte, o calor intenso de 2023 está diretamente relacionado à ocorrência do fenômeno El Niño, com o aquecimento das águas superficiais do Pacífico Central alterando os padrões climáticos ao redor do mundo. A OMM alertou que o El Niño seguirá afetando o clima mesmo após seu desaparecimento, previsto para abril de 2024. Isso porque ele normalmente tem seu maior impacto nas temperaturas globais após atingir seu pico.

Mas o problema vai além do El Niño. “Os níveis de gases de efeito estufa são recordes. As temperaturas globais são recordes. A subida do nível do mar é recorde. O derretimento do gelo marinho está em nível recorde. É uma cacofonia ensurdecedora de recordes quebrados”, destacou o secretário-geral da OMM, Petteri Taalas.

AFP, Associated Press, Bloomberg, Guardian, NY Times e Reuters abordaram os dados da OMM sobre o clima global em 2023. No Brasil, a notícia foi destacada por CNN Brasil, Correio Braziliense, O Globo, UOL e Valor, entre outros veículos.

ClimaInfo, 1º de dezembro de 2023.

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