Organizações da América Latina e Caribe pedem a Lula que G20 priorize financiamento climático e fim dos combustíveis fósseis

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Organizações da América Latina e Caribe pedem a Lula que G20 priorize financiamento climático e fim dos combustíveis fósseis

Entidades reforçam que G20 deve “declarar ao mundo a sua vontade política de promover uma transição energética justa” que “liberte o continente das economias extrativas”.

“Há pouco mais de 200 anos, nasceu um movimento revolucionário com espírito de independência e integração, que mudaria o rumo da nossa região, dando lugar às nossas nações modernas, hoje não isentas dos desafios do desenvolvimento. Mas a integração latino-americana continua a ser uma utopia. Hoje, você tem uma oportunidade crucial, como capitão do G20, de nos libertarmos da indústria dos combustíveis fósseis e promover a camaradagem latino-americana.”

É assim que 22 organizações da sociedade civil da América Latina e do Caribe iniciam uma carta aberta ao presidente Lula na qual pedem que ele assuma a liderança no combate à crise climática à frente do G20, cuja presidência está a cargo do Brasil, informam El País e El Espectador. Para as entidades, Lula pode e deve liderar uma coalizão dos países em desenvolvimento no grupo.

As entidades listam pontos cruciais para Lula à frente do G20.  Um deles é que o grupo forneça uma solução eficaz e real para as dívidas ​​que impedem os países em desenvolvimento de responder à crise climática. Outro é que os países do G20 liderem a eliminação progressiva do petróleo, do gás e do carvão para reduzir as emissões de CO2 e de metano, reduzindo a produção de combustíveis fósseis em 40% até 2030. Ao mesmo tempo, pedem que o G20 implemente o seu compromisso de triplicar a capacidade global de energia renovável, apoiando a implantação da energia eólica, solar, da bioenergia moderna e da produção de hidrogênio verde nas regiões em desenvolvimento.

Além disso, as organizações reivindicam que o G20 colabore com a América Latina e o Caribe para promover salvaguardas ambientais e sociais no âmbito de uma transição energética justa, tanto na mineração como na geração de energia renovável; que apoie os países amazônicos para alcançar o desmatamento zero, combater a mineração ilegal de ouro e conservar 80% da Amazônia até 2030, evitando o ponto de não retorno; e que dê continuidade à agenda de adaptação à crise climática iniciada sob a presidência argentina.

ClimaInfo, 28 de novembro de 2023.

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